Você tem por hábito Comer tarde da noite?


Hum… saiba que esse hábito pode conduzir seu organismo a maior risco cardiovascular e de sobra, atrapalhar o seu sono.
Os ritmos fisiológico e biológico do organismo diminuem ao anoitecer, então que a ingestão de alimentos a horas mais tarde pode levar a um aumento da secreção de insulina, causando uma maior eficiência na transformação de glicose em gordura visceral, aumentando o acúmulo de tecido adiposo intra-abdominal.
A adiposidade intra-abdominal é a que apresenta maior impacto sobre a deterioração da sensibilidade à insulina e a risco cardiovascular. Quanto ao sono, o problema é que refeições tarde da noite impacta a coordenação do hipotálamo. O hipotálamo é a parte do cérebro que rege os hormônios do sono e controla a atuação dos hormônios de alerta.
A manutenção dos hormônios de alerta, em circulação faz com que o pegar no sono fique mais difícil, além de propiciar menor duração do sono REM. O sono REM é fundamental para a manutenção das funções cognitivas e de proporcionar bem-estar geral do organismo.
Minha dica: Na medida do possível, procure fazer sua última refeição de 4 a 3 horas de seu descanso noturno. Priorize alimentos de fácil digestão como lácteos desnatados, carnes brancas, ovo cozido, vegetais assados ou cozidos etc. E, se precisar cear, o faça com pelos 50 minutos de antecedência do horário de descanso, ingerindo alimentos que favoreçam o sono como os lácteos, preferencialmente desnatados ou leite de amêndoa, com mel. Lácteos são importantes fontes de triptofano e melatonina, leite de amêndoa fonte de triptofano e o mel um excelente calmante.
Bom sono!
Escrito por: Jamilie Lima, Nutricionista CRN1-234.
Edição de texto: Rafael Zonta, Secretário Executivo.
Referência Bibliográfica
CARVALHO, A.S.C de; FERNANDES, A. P; Vega, M. S; GALLEGO, A.B; VAZ, J. A – Qualidade do Sono e Marcadores Endócrinos e Bioquímicos– I Congresso Nacional de Ciências Biomédicas Laboratoriais: Livro de Atas – 28 a 30/10/2016 em Bragança/ Portugal. Disponível em https://bibliotecadigital.ipb.pt/bitstream/10198/15970/1/Qualidade%20do%20Sono%20e%20Marcadores%20End%C3%B3crinos%20e%20Bioqu%C3%ADmicos.pdf. Acessado em fevereiro/2021.